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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Apatura iris, cuja beleza esconde alguns hábitos alimentares nojentos.

Apatura iris é uma espécie  de borboleta, pertencente à família NymphalidaeA autoridade científica da espécie é Linnaeus, tendo sido descrita no ano de 1758.

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Apatura iris

Se você é do tipo que sonha com férias de verão no Reino Unido, poderá encontrar grupos de pessoas vagando por florestas carregando coisas bem esquisitas – incluindo peixe podre, queijo fedido e fraldas sujas. Calma, você não encontrou nenhum tipo de seita pelo seu caminho; eles estão lá para atrair a imperador-roxo, uma das borboletas mais esquivas da Grã-Bretanha, cuja beleza esconde alguns hábitos alimentares nojentos.
Segundo um dos entusiastas, Neil Hulme, o primeiro encontro com uma destas é inesquecível. “Meu pai e eu estávamos andando pela floresta, e nos deparamos com uma mulher de 30 anos vestindo calças com a bandeira dos EUA e abaixada. Alguns homens vestindo com câmeras e lentes longas estavam a fotografando por trás”, relembrou em entrevista à BBC. Ele se aproximou e percebeu que eles estavam tirando fotos de uma borboleta imperador-roxo que havia pousado nas costas dela.
Hulme ficou paralisado pela criatura, especialmente quando ela pousou na gola de sua camisa, ao que foi cercado pelos paparazzi de borboleta. “Em otimismo cego, estendi minha mão como um falcoeiro faria e ela pousou no meu dedo. Foi uma experiência incrível. Eu fiquei viciado”.
Assim começou um caso de amor de décadas, ao qual dedicou todos os seus verões em busca desta borboleta misteriosa – Iris, o nome do meio de sua filha, inclusive, é uma homenagem ao nome científico do inseto,Apatura iris.
O animal é tão elusivo porque só aparece uma vez por ano, durante o mês de julho.

A fêmea não possui a mesma cor vibrante do macho
A fêmea não possui a mesma cor vibrante do macho

Hábitos alimentares

A imperador-roxo é rara entre as borboletas. Ela evita flores, preferindo procurar alimento em cadáveres putrefatos de animais, fezes, poças de lama e até mesmo suor humano. Ela habita as copas das árvores e os machos, que ostentam o visual roxo, passam suas breves vidas “bêbados de seiva de carvalho, brigando em pleno ar e perseguindo fêmeas virgens”, diz Hulme. “Ele ataca tudo o que entra em seu espaço aéreo – chega a tentar perseguir grandes aves como urubus. E tem péssimos modos à mesa”.
O comportamento estranho de “Sua Majestade” – como a imperador é carinhosamente conhecida – inspira comportamentos igualmente incomuns em pessoas. Na propriedade do Castelo Knepp, a paisagem fica pontilhada por pessoas carregando enormes câmeras e binóculos.
Uma delas é Hazel Land, uma mulher de 71 anos que viajou cerca de quatro horas em busca do inseto misterioso. De seu bolso, ela tira um pedaço de queijo fedido, levemente envolto em papel-filme. “É a minha isca”, conta. “E você sempre pode comer um pouco no almoço”.
Já Hulme, que agora trabalha para associação de caridade Butterfly Conservation, tem sua própria receita secreta – uma pasta de camarão indonésio com um cheiro detestável chamado Belachan, que ele mistura com água quente e espalha nas trilhas. Às vezes, ele acrescenta peixe em conserva.

borboleta imperador-roxo (3)

Iscas nojentas

As pessoas tentam todos os tipos de coisas ridículas para atrair estas borboletas para o chão, tudo por uma fotografia cobiçada de suas asas resplandecentes. Isso inclui o uso de animais mortos por atropelamento, cocô de cachorro, peixe podre e até fraldas de bebês. Acredita-se que as borboletas sejam atraídas por sais e minerais.
“Meu amigo Matthew uma vez içou um salmão de 7 kg até o topo de uma árvore”, conta Hulme. “Esterco de raposa encharcado de urina é uma das iscas mais atraentes que há para a imperador-roxo. E existe uma boa pasta de peixe de Gana chamada Shito, embora eu não esteja conseguindo encontrá-la há alguns anos”. Na floresta Bentley, em Hampshire, as pessoas tradicionalmente penduram cascas de banana podre por aí – embora Hulme duvide um pouco da sua eficácia.
Um clérigo, o reverendo John Prebendary Woolmer, chegou a investir no poder da oração. Ele realiza um culto na floresta no início de cada temporada de imperador-roxo no condado de Northamptonshire para abençoar os passeios florestais. Sua estola roxa é bordada com borboletas.

Costume antigo

Embora incomuns, as táticas desses caçadores de borboletas não são novidade. A tradição de atrair estes insetos impressionantes remonta pelo menos 250 anos. Na época vitoriana, o auge da coleção de borboletas, caçadores atraíam imperadores-roxos com carcaças de corvos e coelhos em decomposição. Já no início do século XX, o lepidopterista I. R. P. Heslop comprou uma caçamba de estrume de porco para usar como isca e projetou uma rede de 11 metros de altura para caçá-las nas copas das árvores.
Mais recentemente, as pessoas têm usado plataformas elevadas – aquelas parecidas com as do carros de bombeiros – para tentar chegar até elas, ou mesmo tentam assustá-las com balões de hélio roxos ou arremessando torrões de lama. Hulme quer usar um drone, mas as hélices teriam que ser protegidas.
Matthew Oates, que içou o salmão, autor de “In Pursuit of Butterflies” (“Em busca de borboletas”, em tradução livre), é o maior especialista na imperador-roxo do Reino Unido, tendo dedicado 45 anos para tentar compreendê-la. Em anos anteriores, ele fez fétidos “banquetes de borboleta” em mesas montadas na floresta, com pratos de camarão podre e fatias fermentadas de águas-vivas para atrair os insetos.

Purple Emperor male (Apatura iris)

Segundo o especialista, só agora alguns dos mistérios que cercam esta borboleta estão começando a ser desvendados. “Muito do conhecimento sobre a imperador-roxo era suposição e mitologia – há enormes áreas sobre sua ecologia e outras dimensões sobre as quais não sabemos”, diz. “Por exemplo, sempre se pensou que elas eram dependentes de antigas florestas de carvalho. Na verdade, as lagartas alimentam-se do amento de pequenos arbustos do gênero Salix“.

Restauração ambiental

Tradicionalmente, esta moita era vista pelos guardas florestais como uma erva daninha e arrancada. Porém, em Knepp, um projeto de “retorno à vida selvagem” elaborado pelo proprietário do imóvel, Charlie Burrell, deve permitir que partes da terra retornem ao seu estado pré-agrícola natural e tem permitido que o habitat destes arbustos se desenvolvesse ao longo dos últimos 15 anos.
Em seguida, houve um boom na população destas borboletas, atingindo números surpreendentes neste ano. Isso pode marcar um enorme passo para a conservação da espécie.

Lagarta da imperador-roxo
Lagarta da imperador-roxo

Até agosto, as últimas imperador-roxo vão morrer. “Você fica triste quando acaba por mais um ano”, confesa Hulme. “Imperadores-roxos são esta maravilhosa celebração do verão britânico”.

“Sua Majestade”

A imperador-roxo foi definida pela primeira vez como espécie em 1758 e é uma das maiores borboletas do Reino Unido, perdendo apenas para a família Papilionidae, com uma envergadura de asas de até 8,4 centímetros. A borboleta adulta emerge no início de julho, com picos nas segunda e terceira semanas do mesmo mês. Ela é encontrada principalmente em florestas no centro sul da Inglaterra. Sua natureza elusiva torna difícil estabelecer quantas delas existem no Reino Unido, mas é considerada uma espécie que precisa ser conservada. [BBC]

***Fonte; http://hypescience.com/conheca-borboleta-que-se-alimenta-de-carne-podre/

sexta-feira, 3 de julho de 2015

TRIBUTO AO Sr. IVO RANK.

SÃO BENTO DO SUL – HISTÓRIA, CULTURA E TRADIÇÃO EM BORBOLETAS.


FAMÍLIA RANK - FRANCISCO RANK.

*Meus respeitos e apreço a esta pessoa que me iniciou nas minhas conquistas na arte de criar estes que são os mensageiros da paz, também conhecidas como (borboletas).
Muito obrigado Sr. Ivo Rank.

João Angelo Cerignoni


HISTÓRIA

            A família Rank é reconhecidamente tradicional na atividade e relacionamento com borboletas.


            Francisco Rank trabalhou na Usina Hidrelétrica Rio Vermelho construída em 1926. Trabalhando na Usina Rio Vermelho observou as mariposas atraídas pela luz. No ano de 1932 iniciou as atividades com as borboletas após seu colega de trabalho, Malewschik, fomentar a idéia de comercializar as mariposas na europa.
            Francisco começou a improvisar pequenos viveiros para criar borboletas e mariposas, colocando ramos e lagartas. O primeiro lote de borboletas foi vendido para o Sr. Anton Maller, residente de Corupá, que comercializava as borboletas com compradores da Alemanha, França e Estados Unidos. Aproximadamente no ano de 1914 vendiam para o Sr. Ricardo F. Direns Hofen de São Paulo, Capital. Este visitava a família Rank mensalmente, momento que também orientava a adoção de técnicas de coleta de insetos na Floresta, mandava cortar pequenas árvores e fazer estaleiros onde depositavam as madeiras que com o tempo iniciavam o apodrecimento atraindo besouros.
            Os filhos de Francisco sempre acompanhavam as atividades que envolviam as capturas e zelos pelas borboletas.      

IVO RANK

HISTÓRIA

            Ivo Rank, morador de Rio Vermelho em São Bento do Sul, apreciava as borboletas aos 4 anos e iniciou a coleta com 7 anos onde entrava na Floresta e bordas de mata para capturar borboletas e besouros, aos 10 anos de idade já apresentava domínio no tema e a vontade de criar as diferentes famílias de borboletas e mariposas, muitas que nascem a noite ou antes do amanhecer e admirava o nascimento das fêmeas. Observando o acasalamento de borboletas, como quando visualizou 30 machos voando sobre o viveiro, aumentavam a curiosidade, dedicação e paixão pelas borboletas.  


            Acompanhava seu pai na captura de mariposas. Em Rio Vermelho, aproximadamente em 1950 seu pai construiu uma “meia água” instalou duas lâmpadas para atrair mariposas. Em muitas situações passavam a noite acordados capturando e observando. Quando fechava a serração vinham muitas mariposas que não venciam pegar. Utilizam uma rede entomológica  e enchiam caixas com mariposas. No amanhecer do dia colocavam os insetos em envelopes, deitavam em prateleiras,  secando próximo do fogão de lenha.
            A família também fazia artesanatos com as borboletas e suas asas. Também forneciam borboletas para a Artefama que utilizava para os artefatos decorativos.
            A história de Ivo Rank a a referência de seu trabalho também foi acompanhado da divulgação e valorização da imprensa. No jornal A Gazeta de 21 de sembro de 1996 demostra a visita da Rede Globo e anuncia a reportagem que vinculará no final de semana no Globo Rural. No jornal.


            A Notícia datado de 4 de janeiro de 1996 apresenta a matéria “ O Plantador de Borboletas” matéria de Elenita Lanznaster que relata: “ Ali pode-se encontrar a “azulona” de nome científico Prepuna delfille, um casal de borboletas que, em 50 anos de trabalho só foi vista uma vez. Famosa pela raridade,diversos visitantes da Europa, Japão vem à casa de Rank especialmente para tentar comprá-las por preços acima de mil dólares. De acordo com o proprietário, elas não têm preço com as demais de sua coleção particular.”
           
ATUALIDADE        

            Em 2013 o Sr. Ivo Rank com 76 anos continua na observação e dedicação com as borboletas. Apresenta o primeiro borboletário licenciado pelo IBAMA de Santa Catarina, onde cada borboleta é registra e apresentada para a Associação. Comercializa as borboletas, mas também libera fêmeas e alguns casais. Defende a prática de criação dos Lepidópteros e argumenta o desmatamento e uso de agrotóxicos como maiores impactos para  favorecer o declínio da população de borboletas. Complementa que a criação de determinada espécie de borboleta pode gerar 100 ovos que irão gerar 100 indivíduos adultos, enquanto no habitat natural sobrariam menos que 10%.  A criação em cativeiro oportuniza proteção e a preservação de muitas espécies que hoje estão ameaçadas de extinção, pelo desequilíbrio ambiental. 


            O Sr. Ivo Rank domina a biologia dos lepidópteros, com os anos de estudo como auto didata e de observador do habita e ciclo de vida das borboletas, a forma de reprodução, o alimento associado com a vegetação correspondente a taxonomia entre outros. Também atribui o conhecimento adquirido e compartilhado reciprocamente com outros pesquisadores principalmente com o Dr. Luiz Soledade Otero (in memória) do Museu Nacional da UFRJ que lhe visitou periodicamente e entregava livros de Lepidópteras. Também trocou informações e experiências com outros pesquisadores como o Dr. Olaf Hermann Hendrik Mielke do Setor de Zoologia da UFPR  (Universidade Federal do Paraná) de Curitiba.
            A família Rank prossegue na criação de borboletas. Ivo Rank e sua esposa Olinda dedicaram  a vida na criação, preservação e comercialização das borboletas. Mas este legado é passado para seus descendente e seus filhos Ildo; Osni; Osiel; Otoniel; Marlene; Glaci; Noeli; Ruth; Claudinisse; Carim; Carmem também dedicam a atenção com as borboletas, já seus filhos Daniel; Arildo e Rosimeri apreciam as borboletas mas não desenvolvem a atividade diretamente. O conhecimento adquirido é transmitido para as gerações fomentando a cultura, preservação e a tradição deste grande legado.








            

Postado originalmente por  

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Borboletas: da representação mística à importância ambiental

Borboletas são criaturas curiosas, já reparou? Não é de hoje, mesmo, que elas despertam o interesse de toda a humanidade – prova disso é a quantidade absurda de significados que a imagem de uma simples borboleta pode ter.

Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor
Fêmea e macho - vista dorsal.

Ao longo da história, esses animais pequeninos, coloridos e misteriosos passaram a representar transformação, natureza, morte, pecado. Além, é claro, de ser fonte de inspiração para diversos artistas. Pintores, músicos e poetas de agora e também de outras épocas já usaram borboletinhas em seus trabalhos.
O escritor Peter Marren, que publicou recentemente um livro dedicado a compreender a influência das borboletas na vida humana, acredita que gostamos tanto desses bichinhos por uma questão metafórica. Nos encantamos, para Marren, com a jornada da borboleta, desde quando ela é um ovo até a evolução da lagarta, nos permitindo criar inúmeras metáforas sobre vida, morte, renascimento, volta por cima e por aí vai.
Na Grécia Antiga, borboletas representavam a essência de todo ser humano. A Psique, deusa da alma, é frequentemente representada e descrita com asas de borboleta. O fato é que, como explica Marren, os gregos antigos realmente acreditavam que borboletas contavam histórias sobre a vida humana.

Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor
Fêmea e macho - vista ventral

O significado desses animais mudou com o passar do tempo. Borboletas vermelhas, de cores brilhantes e intensas, foram logo associadas ao inferno, e representadas dessa maneira em algumas pinturas, como a do artista holandês Jan Van Huysum, que pintou uma borboleta branca – símbolo de esperança – se alimentando em um vaso de flores. No contraste, uma borboleta sombria, vermelha, diabólica.
Em outros casos, também falando em representação artística, borboletas são utilizadas para refletir medos humanos. Em “Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch, borboletas são boa parte da representação do inferno, assombrando seres humanos, não representando nem de longe a beleza e a esperança que lhes é atribuída em outros momentos.
Algumas borboletas têm desenhos em suas asas que parecem olhos. Não é de se espantar que durante algum tempo o que é um mecanismo de defesa natural contra predadores tenha sido visto como uma forma divina de fiscalizar o comportamento humano. Antigamente, acreditava-se que essas borboletas eram fiscais da moral alheia.
Pupas da Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor.

Atualmente, esses animais perderam seu significado místico, mas nem por isso deixam de ser uma preocupação. Por causa das mudanças climáticas, muitas borboletas precisaram encontrar novos habitats na Grã-Bretanha – há relatos de espécies chegam a viajar mais de 200 km para encontrar uma nova casa.
Em alguns casos, borboletas migram para lugares de altitudes maiores e deixam de existir em regiões mais baixas, como é o caso da mountain ringlet, da espécie Erebia epiphron, típica do Reino Unido.
O fato é que se antes as pessoas acreditavam que borboletas eram mensageiras de Deus – ou do demônio –, hoje os cientistas enxergam nesses animais uma espécie de termômetro que indica o avanço das mudanças climáticas.  
Nas Américas, a população da borboleta monarca, por exemplo, diminuiu consideravelmente – só para comparar: em 2004 eram 550 milhões, e em 2014, 50 milhões apenas, o que é uma queda de assustadores 90%. No final das contas, enquanto houver borboletas há esperança. Não uma esperança divina, mas a de que algo realmente sério e efetivo seja feito para melhorar o ecossistema de nosso planeta.

Adulto emergindo da borboleta Capitão do Mato
 Morpho helenor.







FONTE(S) 
IMAGENS 


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Heraclides anchisiades capys (Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)

Material a partir de adulto (fêmea) coletado em campo e colocado em telado  foi oferecido plantas do gênero citrus spp onde foi feita a postura.





Postura em folhas de citrus 



Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares. 


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas em diversos estágios.


Lagartas em diversos estágios.


Lagartas em estágios mais adiantados.


Ultimo instar.


Ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar e pré pupas.


Lagartas em ultimo instar e pré pupas.



Gaiola de criação das lagartas.


Gaiola de criação das lagartas.





Devidos créditos aos autores do trabalho abaixo;
Luis Anderson Ribeiro Leite; Mirna Martins Casagrande; Olaf Hermann Hendrik Mielke


Material para maiores pesquisas se encontra na

Revista Brasileira de Entomologia


Foto de macho e fêmea, 
vista dorsal e ventral.






*Material muito bom:

Morfologia, comportamento, parasitismo e mecanismos de defesa dos imaturos de Heraclides anchisiades capys (Hübner)(Lepidoptera, Papilionidae)


Morphology, behaviour, parasitism and mechanisms of defense of the immatures of Heraclides anchisiades capys(Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)


Luis Anderson Ribeiro Leite; Mirna Martins Casagrande; Olaf Hermann Hendrik Mielke



Revista Brasileira de Entomologia - Morphology, behaviour, parasitism and mechanisms of defense of the immatures of Heraclides anchisiades capys (Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi





Pesquisador  demonstra na Ilha do Combu como um sistema pode gerar informações estratégicas sobre a Área de Proteção Ambiental
Agência Museu Goeldi – A senhora Prazeres Quaresma dos Santos, ou dona “Neneca” como é conhecida por todos, lembra da infância na Ilha do Combu quando, em determinada época do ano, bandos de borboletas verde-amarelas revoavam sobre furos de rios e igarapés. Já faz algum tempo que essa cena ficou apenas na memória de quem viu: até onde dona Neneca sabe, a espécie de borboleta desapareceu da ilha. A causa do sumiço poderia ser desvendada por um sistema simples de monitoramento da biodiversidade. Esta é a proposta do curso oferecido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), na última sexta-feira, aos habitantes do Combu, ilha situada às margens do Rio Guamá, na região metropolitana de Belém.
No restaurante administrado por dona Neneca, que é uma liderança comunitária na ilha, reuniram alguns moradores da ilha, além de pesquisadores e bolsistas do Museu Goeldi e representantes do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor).
Segundo a entomóloga Marlúcia Martins, promotora do curso e pesquisadora da Coordenação de Zoologia do Museu Goeldi, o objetivo do evento foi informar as razões e maneiras de fazer o monitoramento dos tipos de borboletas frugívoras do Combu - espécies que se alimentam de frutas fermentadas e carcaças de alguns animais.
Por que monitorar? - Monitorar, explicou o ecólogo e ministrante do curso Márcio Uehara-Prado, significa acompanhar um fenômeno ao longo do tempo. O monitoramento das borboletas é uma fonte de dados sobre o habitat do grupo, indicando também a qualidade ambiental e do estado de conservação do local. São informações relevantes para a Ilha do Combu que, desde 2007, é uma Área de Proteção Ambiental (APA) administrada pelo governo estadual.
Esse modelo de controle da biodiversidade foi sistematizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor de unidades de conservação no Brasil. A borboleta é uma das quatro espécies usadas atualmente para o monitoramento em nível nacional e tem apresentado bons resultados, devido ao rápido tempo de resposta que esses animais têm em relação às perturbações que ocorrem no meio ambiente.
Uehara-Prado lista outras vantagens na análise de borboletas. “Elas são animais diurnos, que permitem a aproximação humana e são fáceis de identificar e manusear”, disse. O método e os instrumentos de coleta também são bastante acessíveis e não demandam muito tempo e manutenção, podendo ser usados por muitos anos. Depois de uma introdução às características e hábitos das borboletas frugívoras, que são o foco do monitoramento, o grupo foi à prática em uma área de floresta na ilha.
Como monitorar – Uma porção de banana fermentada é o que atrai as borboletas até a estrutura de coleta. A isca fica no interior de uma tela cilíndrica, feita de um material parecido com os dos “mosquiteiros” da região, e posicionada a cerca de um metro do chão, dificultando a saída dos animais.
Entre 24h e 48h após a montagem da estrutura, o responsável pelo monitoramento checa o local e faz a identificação das possíveis borboletas capturadas. Para quem não é familiarizado com nomes científicos, muito menos com as categorias de famílias e subfamílias, o ICMBio agrupou as espécies por “tribos” e as organizou em um guia ilustrado e explicativo para os biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Com a ajuda do material, qualquer pessoa é capaz de fazer o reconhecimento visual e a anotação das borboletas em uma das tribos da publicação.
Os participantes do curso de monitoramento no Combu receberam um guia de identificação referente à região amazônica com 13 tipos diferentes de tribo do inseto. Em uma das trilhas abertas para o ecoturismo nos fundos do restaurante de dona Neneca, o grupo montou as estruturas de coleta e horas depois simulou a captura e identificação das borboletas, orientados por Uehara-Prado. Os animais, como é padrão no módulo básico do treinamento, foram soltos ao final da dinâmica.
O desejo dos realizadores é fazer a capacitação completa dos comunitários. A ideia é que o trabalho de coleta realizado por eles, em parceria com pesquisadores e instituições científicas como o Museu Goeldi, resulte, em longo prazo, em um material de referência para mensurar a efetividade da gestão da APA do Combu e ajudar no seu aperfeiçoamento.
Dona Neneca aprovou o curso e manifestou o desejo de estender esse conhecimento a outros moradores da ilha, em especial os mais jovens. “Seria muito importante para que eles valorizem mais a riqueza natural daqui e ajudem na preservação”, afirmou.
Texto: João Cunha

segunda-feira, 2 de março de 2015

Borboletário Águias da Serra, muito mais que um Borboletário


Material e texto pertence ao empreendimento.

Tive a grande oportunidade de estar presente na inauguração deste  Borboletario tão bem projetado e regado de muitos sentimentos por parte de seus diretores e meus amigos Miguel e Dayse.

""O QUE MAIS VALE É VER UMA CRIANÇA SORRINDO E UMA BORBOLETA VOANDO""


O Borboletário Águias da Serra é o primeiro parque temático de São Paulo focado em Borboletas. Utilizando o conceito hands-on iniciado em museus da Inglaterra, o Águias é o primeiro Borboletário com um formato que incentiva a interação e o aprendizado.
O projeto começou a ser concebido em 2010, com a definição do projeto construtivo e pedagógico. Em 2013 iniciou-se a aprovação perante os órgãos reguladores e em 2014 foi iniciado o processo interno de criação e ciclo das borboletas.
Cada detalhe do parque foi cuidadosamente pensado e preparado para criar uma experiência única. Focamos nossos esforços para criar um parque infantil além das Borboletas, para que todos possam aproveitá-lo independente de sua idade ou grau de conhecimento.
No dia 28 de fevereiro de 2015, com a presença do Prefeito Fernando Haddad e o secretário de turismo Wilson Poit o Borboletário foi oficialmente inaugurado.
O Borboletário Águias da Serra está dentro da maior reserva ambiental urbana do mundo: a APA Capivari Monos encontra-se na zona sul da cidade de São Paulo e foi tombada pela UNESCO como um patrimônio da humanidade. Nesta área está localizado o acampamento Águias da Serra, garantindo um local totalmente integrado com a natureza com toda a segurança de uma área rural e controlada.
A área encontra-se a 30 quilometros do autódromo de Interlagos, e por se contra fluxo do trânsito, permite viagens tranquilas e curtas. As crianças não precisam pegar estradas para chegarem ao acampamento, diminuindo os riscos da viagem e tornando-a muito mais divertida.

Além de ser privilegiada pela natureza, a APA Capivari Monos possui a vantagem de ser acessada diretamente pela cidade de São Paulo ou pelo Rodoanel, permitindo para quem vem de fora da cidade acesso sem os transtornos de entrar na cidade.

Entrada do Borboletario.

Entrada do Borboletario e nossa colega Paulina.

Um dos vários caminhos

A cada passo uma visão 

Qualquer lado que se olhe se vive a Mata Atlântica.

Descansos

Temas 

Lições de cidadania.


Berçário.
(Local onde se mantem os imaturos)

Berçário.


Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Placas identificando as espécies.

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Pelo acesso ao Borboletario, vários
posteres explicativos

Metamorfose


Ciclos

Anatomia

Curiosidades

Curiosidades

Anatomia 

Viveiro de reposição de mudas e plantas hospedeiras

Borboletário, extrutura.

Borboletário, extrutura.

Bom, como é de praxe, "rotina, procedimento costumeiro" hehehe, tive a alegria de  conhecer o Sr. João Batista, proprietário muito alto astral deste (Barzinho de beira de estrada).

Recomendo uma paradinha ao passearem por lá quando forem ao borboletário Águias da Serra.


Dá uma olhada na qualidade do material.